Florianópolis ganha promotoria especial para atender mulheres vítimas de violência

O Ministério Público do Estado criou uma promotoria especial de atendimento a esses casos. Atualmente na capital existem 1.934 ações penais e 902 medidas protetivas tramitando na justiça. São quase 200 novas ações por mês.

A cidade já tem uma promotoria específica para cuidar dos casos de violência doméstica desde 2011, mas só ela não tem sido suficiente para dar conta da demanda.

“Queremos dar uma resposta mais efetiva de proteção à mulher”, afirmou a promotora Helen Crystine Corrêa Sanches.

A Justiça informou que são julgadas, em média, 104 ações por mês no Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na capital. Dos processos que entraram este ano, 80% foram concluídos.

Para a promotora Helen Crystine, o maior congestionamento está nas delegacias. Existem 1,5 mil investigações policiais em andamento e, dessas, 1,4 mil estão fora do prazo.

“Considerando os problemas das delegacias de polícia e do Ministério Público, dar uma resposta num prazo de 3 a 4 anos muitas vezes é completamente inóqua e inefetiva”, argumenta.

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